[O meu] Museu do Boom do ROCK PORTUGUÊS

Aníbal Miranda chegou a Portugal, regressado da sua vivência londrina, em plena altura em que se dá o 'boom'. Quando aqui chega é já um músico experimentado e traz, inclusive, um single gravado ("7 in the morning") que lança pela Polygram. As críticas são boas e um crítico da "Música & Som" espera que o LP confirme as expectativas. Mas Aníbal Miranda só gravará mais dois singles em nome próprio: "Don't shoot", e, com a banda Martinis, gravará ainda "Mini saia". Hoje, em entrevista o músico que também esteve por detrás do sucesso de uma banda do 'boom', os Táxi.

António Luís Cardoso

____



Memorabilia:

Aníbal Miranda no "Sete" - I

Aníbal Miranda no "Sete" - II

Sobre a nova banda e cantar em português, em 1981.

Capas dos singles


Ver Biografia do músico
por Aristides Duarte, no seu blog, Rock em Portugal


Aníbal Miranda
em entrevista.

________


Aterrei aqui por acaso


1. Volvidos tantos anos sobre o ‘boom do rock português’, que memórias restam?

Boas memorias dum tempo que era espontâneo.


2. O ‘boom’ precisa de pai? E será o Rui Veloso ou António Manuel Ribeiro?

Não há pai nem mãe.


3. Um disco e uma banda/músico do ‘boom’?

Chico Fininho


4. Como é para um músico português, já com experiência profissional numa das capitais da música, Londres, aterrar em Portugal quando se dá o ‘boom’ do rock português?

Aterrei aqui por acaso.

Aníbal Miranda

5. Porque não tivemos um álbum do Aníbal Miranda?

Por favor perguntar à Editora (Polygram).


6. Aníbal Miranda está ainda ligado aos Táxi, sendo assistente de produção no primeiro álbum –o primeiro disco de ouro do rock português. Como lembra este facto?

Excitante...na altura.


7. Projectos, hoje?

The Southsea Music Society. Fazer albuns e compor para quem quiser.


8. Que música moderna portuguesa ouve, actualmente?

Nenhuma. Não ouço radio nem vejo televisão


______

Entrevista efectuada por e-mail, em Maio de 2010.
Pode aceder à estrutura do museu, através dos links respectivos no menu à esquerda.