[O meu] Museu do Boom do ROCK PORTUGUÊS
Rui Veloso



O que se poderá ainda escrever sobre Rui Veloso e esse fantástico escritor de canções que é o Carlos Tê? Apesar da desconfiança – não era normal o rock caseiro ter um sucesso à escala nacional cá no burgo –, escrevia-se no início do Verão de 1980, no jornal O Sete, em discreta notícia, que um músico de seu nome Rui Veloso iria dar que falar com o seu álbum de estreia. E deu.

As rádios não pararam de passar, durante meses a fio, o Chico Fininho. E vieram concertos e mais concertos, a Imprensa admirada com o fenómeno que acaba por encher páginas, ondas hertzianas e programas de domingo da tv. Abriram-se portas a outros projectos, como também se refere, mais tarde, no mesmo jornal, ao ser referido um novo projecto: os Salada de Frutas. Serão os Táxi a levar o primeiro disco de ouro do rock português, já em 1981, mas Veloso havia ganho o seu lugar na história.

Para o sucesso concorre o talento do cantor portuense, as letras do Tê, a produção do António Pinho e a óptima dupla de músicos: Ramon Galarza (bateria) e Zé Nabo (baixista), integrantes da Banda Sonora. Um dado curioso: em algumas notícias do início, podia ler-se que ia actuar a Banda Sonora, grupo do Rui Veloso.

Não é o pai do rock português que, verdade seja dita, já havia antes sim senhor. Mas, caso haja um título, poderá bem ser o do homem que tinha a chave no bolso das tais portas.

Também o sucesso preocupou Veloso que afirmará ter receio de fazer um outro disco a seguir ao "Ar de Rock". Mas os dois discos seguintes, principalmente os álbuns, confirmarão um músico notável, pesem embora os contratempos, como foi o conhecido problema de saúde com a voz.



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