[O meu] Museu do Boom do ROCK PORTUGUÊS

Três perguntas ao blogger CARLOS VILAFANHA


Toxicidade é um blog sob o conceito: "Quando a música é um vício... um "veneno" salutar" e deve o título a um tema dos GNR em "Rock in Rio Douro". Como tal não poderia deixar de falar, também, de música portuguesa.

O blog é aqui.


1. Volvidos tantos anos sobre o ‘boom do rock português’, que memórias restam desse tempo a um amante de música portuguesa?
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Memórias? Passados estes anos todos, recordo pela positiva as noites passadas no Rock Rendez Vous a ouvir boa música e os convívios com alguns músicos; pela negativa, recordo a avalanche de grupos que apareceram, muitos dos quais sem a minima qualidade para gravarem discos, mas como aquilo que era editado, tinha boas vendas... as editoras lançavam tudo.


2. A eterna questão do pai do ‘boom’ do rock português: Rui Veloso ou António Manuel Ribeiro?

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A existir um pai do "boom" do rock português, ele é, na minha opinião o Rui Veloso, não por ter sido o pai do rock português, mas pelo facto de ter sido o enorme êxito do seu disco "Ar de Rock", a abrir as portas das editoras a muitos grupos. Quanto a António Manuel Ribeiro, teve realmente a sua importância (Jorge Morreu foi editado antes do disco de Rui Veloso), mas não obteve um sucesso que chamasse a atenção para a música que se fazia por cá.


3. 30 anos depois, como está a música moderna portuguesa?

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Não está mal, mas podia estar muito melhor; direi mesmo que está bem atendendo ao facto de a divulgação ser praticamente nula, pois as rádios não passam e a televisão muito menos. Julgo que se existisse um bom apoio por parte da comunicação social, teriamos grandes grupos e grandes músicos em Portugal; ainda melhores do que são.
Até 10 de Julho, também pode aceder à estrutura do museu, através dos links respectivos no menu à esquerda.